Exposição de Máquinas Fotográficas

de vários coleccionadores

16 de Jul. a 16 de Out.

Cais

_
Entrada: Gratuita
Exposições

A Máquina Fotográfica

O Homem sempre sentiu necessidade de fixar aquilo que vê e que é efémero como o tempo que lhe foge.

Desde os tempos de Altamira, em que homens pré-históricos representaram nas paredes das grutas que habitaram de forma magnífica as suas actividades diárias, que as pesquisas para outras formas de reprodução foram sucessivamente acontecendo.

Já no tempo da civilização grega, Aristóteles conhecia o fenómeno da produção de imagens. Também no século X, o erudito árabe Athazen descreveu a observação de um eclipse solar a partir do interior de uma “câmara obscura” (um quarto às escuras com um pequeno orifício aberto para o exterior). No Renascimento, inventores acrescentaram uma lente ao referido quarto e a qualidade da imagem melhorou.

A partir do século XVII e XVIII, a “caixa” tornou-se menor até se transformar em algo portátil. Na sequência desta conquista, houve várias experiências na Europa, das quais se destaca a utilização de uma mistura de nitrato de prata, a partir da qual se obtiveram algumas silhuetas em negativo, embora a luz continuasse a escurecer as imagens.

Mas a primeira fotografia foi finalmente obtida em 1826, pelo francês Joseph Nicéphore Niiépce, inventor e litógrafo. Na sequência desta descoberta, Niiépce associou-se a um jovem pintor e cenógrafo, chamado Daguerre, que levou a cabo novas experiências. Em 1833 Niiépce morreu, tendo Daguerre apresentado em 1838 os dados primitivos do processo fotográfico, “fixando” a imagem com um composto químico chamado daguerreótipo.

Nesse mesmo ano, William Talbot, introduziu um avanço revolucionário, desenvolvendo a técnica de um sistema negativo/positivo.

No entanto, o mérito da popularização da fotografia cabe a George Eastman, com a criação de uma máquina para a produção em massa de chapas secas, com a marca Kodak. Estávamos então em 1888, ano a partir do qual a fotografia e a máquina fotográfica começaram a desenvolver-se de uma forma sistemática, tendo beneficiado dos avanços proporcionados pelas exigências dos conflitos mundiais.

Ao longo desta difícil e complexa evolução, foram inventadas e construídas máquinas fotográficas de todos os tamanhos e de todos feitios, desenvolvendo-se paralelamente os meios e as técnicas para que fabulosas indústrias produzissem milhões dessas máquinas “mágicas” que se espalharam por toda a parte, bem como uma infinidade de outros aparelhos que completavam as funções da máquina fotográfica, na passagem das chapas para o papel.

O Armazém das Artes, presta agora uma singela homenagem aos pioneiros das sucessivas fases porque passou a evolução dessas prodigiosas máquinas de fixar o presente, expondo uma serie de maquinas fotográficas e outros aparelhos complementares, pertencentes a pessoas de Alcobaça, que mostram a evolução que esse aparelho sofreu desde 1888, e que, nos nossos dias, a evolução tecnológica revolucionou, com o aparecimento de novas formas de registo a partir de máquinas digitais.

José Aurélio e Jorge Barros, Alcobaça 2011

voltar